“Que honrem a camisa e lutem sem parar”

Por: Victor Chahin

fonte: Uol esportes
Precisamos de mais Prass e menos estrelas.    Fonte: Uol Esporte

Desanimador. Ontem jogando em casa o Palmeiras colocou definitivamente a confiança do seu torcedor em um patamar muito baixo. As primeiras vaias coletivas do ano foram ouvidas com força para todo o elenco e para o técnico Oswaldo de Oliveira. O mesmo parece ter caído em se conservar no esquema 4-2-3-1, sem variar em nenhum momento. O time erra passes importantes com frequência, parece não saber dominar a bola e chutar a gol é uma missão impossível.

A dificuldade do Palmeiras em abrir a defesa, mesmo de um time menos técnico, como o ASA, é extrema. Não tem um jogador que consegue chamar a marcação e pior, insistimos em apenas uma jogada pelas laterais, ja manjada pelos adversários. O alviverde se resume a toque de lado, até chegar nos pés do Egidio ou Lucas, os quais se encarregam em colocar a bola na área.

Quando se trata de jogadas de toques rápidos pelo meio, erros são frequentes. Quando consegue uma mínima oportunidade para chutar, o time prefere passar a bola e acaba perdendo a chance, ou até mesmo o chute saí, mas não consegue nem fazer a bola chegar no gol. Valdivia não é mais o mesmo faz tempo, mas ontem mostrou que já não merece mais vestir a camisa do Palmeiras. Cristaldo e Leandro Pereira, nas raras vezes que saíram na cara, erraram, ou não tiveram a calma de tirar das mãos do goleiro.

O esquema tático para Oswaldo parece ser obrigatoriamente apenas um durante o jogo todo. O 4-2-3-1 é um, apenas isso, jeito de jogar. Alem de que é possível, mesmo sem substituições, fazer alternâncias. Porque durante a partida não utilizar um 4-3-3, ou 4-1-4-1? Em time que está ganhando não se mexe, mas para o Palmeiras parece o contrário.

Sinceramente, esperava-se que o Verdão ganhasse os 3 primeiros jogos do Brasileiro. Jogando em casa contra o reserva do Atlético-MG, apenas o empate; contra o Joinville 0x0; e em casa contra o Goiás, perdemos em uma atuação tão ruim quanto a de ontem contra o ASA. Agora temos Corinthians fora e Internacional no Allianz Parque.

Domingo e quinta a vitória é algo muito necessário. Não podemos esperar mais para começarmos a pontuar, ou ficará a cada jogo mais difícil para chegarmos ao nosso objetivo.

“Mas eu só quero, que venham jogadores,
Que honrem a camisa e lutem sem parar.
Vamos Palmeiras
Com força de vontade,
Mostrando para torcida muita garra para ganhar
Passam- se os anos
Passam- se os jogadores
A TORCIDA está presente e nunca para de cantar.
Por isso eu estou aqui,
Eu sou Palestra de coração
Eu te sigo em todas às partes com a força da paixão…”

ForzaPalestra

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REFLEXO DO PAULISTA

Por: Vitor Placucci Vizzotto

 Palmeiras perde em casa por 1 x 0 do Goiás…

Foto: globoesporte.com
Foto: globoesporte.com

Mais um jogo decepcionante do Palmeiras neste início de brasileiro. Mais um jogo onde a falta de objetividade e comprometimento apareceram diante de nossos olhos.

O time estava a 10 jogos sem perder dentro de casa. Perderam no domingo porque ainda sentem o título perdido para o Santos. Infelizmente esse jogo me lembrou os de 2014. Uma lástima…

37 mil pagantes em casa. A capacidade do estádio estava quase 100% tomada, mas a incompetência falou mais alto.

Gostaríamos de ter visto um time sóbrio, tocando a bola, mas finalizando. Finalizando… isso é o que está faltando para que o Palmeiras consiga ganhar. Simples assim, treino de finalização. Qualidade nós temos, mas ainda assim, não possuímos um centro avante típico da década de 70. Ah, saudades de Cézar Maluco…

O palestrino é nostálgico, não neguemos este fato. Talvez por isso, somos tão exigentes.

Vamos direto ao ponto: este elenco está jogando todas as partidas ‘em cima do salto’. Eles acham que estão por cima da ‘carne seca’.  Talvez porque a mídia e o marketing exacerbado plantaram isso.

Agora jogaremos contra o Asa de Arapiraca, vamos meter mais uma goleada e como disse meu colega Victor Chahin: “isso só irá iludir a torcida”.

A PARTIDA

O Palmeiras de Oswaldo de Oliveira veio à campo com um 4-2-3-1. Em minha opinião esse esquema só é eficiente jogando fora de casa. No Allianz devemos jogar com um 4-3-3.

Dessa vez, Zé Roberto jogou na posição certa, porém o elenco não transparecia garra.

O verde teve algumas chances de gol. Uma bem clara com Cristaldo, em uma cabeçada na trave. De fato, a sorte não estava do nosso lado.

Kelvin foi o único que jogou bem. Ele mostrou que veio para lutar por uma vaga no time e mais uma vez, mostrou para a torcida que quer vestir o manto palestrino.

Porém, o ponto chave de tudo isso é: não peçam a demissão de Oswaldo de Oliveira! Podem me xingar, mas não acho que esse é o melhor caminho. A sequência e a continuidade de trabalho é o que procuramos para que o futebol se fortaleça, sem isso, todas as contratações e toda essa euforia foram em vão. Claro, é cultura aqui no Brasil, pedir a demissão do técnico quando ele não vai bem, mas por favor, tenham calma só dessa vez.

Um exemplo claro de que se mantermos o técnico os frutos virão é o do Tite, no Corinthians. Em 2010 queriam a sua demissão, mas a diretoria o manteve. Em 2011 ganhou o brasileiro. Um ano depois, ganhou a Libertadores e o Mundial.

Agora, fica para reflexão. Será que vale mesmo a pena demitir Oswaldo?

Agora é esperar para ver o que acontece…

FORZA PALESTRA!

 

ALGUNS AJUSTES PARA DOMINGO

Por: Victor Chahin

Foto: Cesar Greco
Foto: Cesar Greco

A melhor notícia essa semana para nos palmeirenses foi, sem dúvida, o retorno do Arouca. O experiente volante cumpre um papel tático de contenção importante, ao lado de Gabriel. O Palmeiras inteiro vai ganhar muito com a volta dele. Basta agora entrarmos a campo domingo, não?

Talvez, mas o time ainda tem um importante desfalque, que está colocando o cérebro do Oswaldo para trabalhar. O meia de armação, Cleiton Xavier, ainda se recupera de lesão e não tem condições de entrar a campo contra o Goiás no Allianz Parque. O mais correto seria manter o Zé Roberto pelo meio, assim podendo ter um experiente meia armador. Assim, Egídio ficaria na lateral esquerda.

O técnico Oswaldo realizou um treino hoje (quinta-feira) com algumas mudanças de posição. Robinho atuou na ala-esquerda, onde Dudu normalmente fica. Manteve-se Rafael Marques pela ala-direita e na armação, posição de (Valdivia, Cleiton e Zé Roberto em alguns jogos) Alan Patric. Avançado ficou Leandro Pereira. A defesa ficou com Victor Ramos e Hugo, Lucas na direita e como dito, Zé Roberto pela esquerda. O esquema se manteve 4-2-3-1.

O atacante Kelvin tem potencial para entrar como titular e deveria começar no lugar de Dudu,  cujo julgamento por agressão o tirará de campo por um bom período. Contudo, não é essa posição que mais preocupa e sim nossos centroavantes. Leandro Pereira e Cristaldo não conseguiram encher os olhos do torcedor e uma nova contratação para posição está sendo especulada. Sem dúvida, precisamos de um matador que caia como um luva nesse novo elenco.

O JOGO DE DOMINGO

Ganhar o primeiro jogo no campeonato, após dois empates com gosto de derrota, é primordial. A torcida vai lotar o Allianz Parque domingo, ás 11 da manhã. Já foram vendidos incríveis 24mil ingressos.

O jogador, Felipe Menezes, emprestado pelo Palmeiras para o Goiás, não pode jogar por motivos contratuais. O meia foi o principal jogador na vitória goiana em cima do Atlético-PR por 2×0.

FORZA PALESTRA

ONDE ESTARÃO OS GOLS?

Por: Vitor Placucci Vizzotto

Empate sem torcida determina fase ruim do Palmeiras.

Foto:globoesporte.com
Foto:globoesporte.com

Eu poderia relatar os números e os inúmeros chutes sem rumo que aconteceram na partida do último domingo, mas prefiro ressaltar o discurso otimista de que ainda estamos em formação. Como disse o PVC em sua coluna no caderno de esportes da Folha de São Paulo, “O Palmeiras tem elenco, mas ainda não tem time. ”

Partindo dessa premissa, o Palmeiras carece de uma liderança que seja concisa. Muitos torcedores já reclamam de Oswaldo de Oliveira no comando do verde, mas eu discordo, acho que é um técnico competente e que tem visão, só lhe falta organização para que consiga ajustar o posicionamento dos jogadores e a saída de bola. Podemos esperar.

Os passes são o problema central no time de 2015. Podemos observar que a posse de bola é uma característica forte entre os jogadores, mas a saída de bola rápida não existe, não surpreendemos nosso adversário. Podemos observar claramente na prancheta do PVC:

Prancheta 2
Foto: Prancheta do PVC, Folha de São Paulo

PROBLEMAS À VISTA

Nossos próximos adversários serão, na ordem: Goiás, Corinthians, Internacional e Figueirense. Pegaremos nosso rival daqui a uma rodada e fora de casa. Este jogo será crucial para definir o futuro do verdão no brasileiro.

Será o jogo da vida do Palmeiras para o elenco mostrar que veio para levar o título. Se perdermos, o caos será implantado na academia de futebol e não passaremos do oitavo lugar na tabela? Crise total??? Não.

Já venho dizendo isto a algumas críticas que escrevo aqui, a calma é a nossa principal aliada em um momento como este.

Faremos nosso papel. Lotaremos o estádio e apoiaremos o time até o final, pois a esperança é a última que morre. Clichê? Mas quem não é, certo?

Vamos apoiar nosso técnico até os últimos minutos, não podemos deixa-lo na mão. Coisas boas estão por vir! Vamos ter calma.

FORZA PALESTRA!!!

 

NOVO TALISMÃ

Por: Victor Chahin

Gazeta Press
Gazeta Press

Quando o Palmeiras iniciou a série de contratações para o elenco de 2015, uma delas me cativou. Um jogador que entrou sem muito barulho e até agora mostrou ser, talvez, o 12_º jogador, aquele que entra pra dar um gás no Verdão.

Esse ilustre jogador, chama-se Kelvin, atacante que iniciou no time profissional do Paraná em 2010 e em 2011 o Palmeiras tentou contratar essa promessa, mas ele já hávia acertado com o Porto de Portugal. Kelvin, hoje com 21 anos, foi contratado pelo alviverde com a confiança para ser um jogador que suporta pressão, por ter bons dribles e de ser decisivo. Para exemplificar, em uma de suas experiências em Portugal, o jogador teve a calma para marcar, aos 46 minutos do segundo tempo, o gol do título do Porto, em cima do Benfica.

O torcedor do Palmeiras ja sentiu o potencial do Kelvin. O atacante estreou no verdão, nada mais, nada menos, que na semi-final do Paulista, contra o Corinthians. E vimos ele mudar o jogo, ao lado de Cleiton Xavier e conseguiu converter o pênalti com muita confiança. Vimos também ele entrar bem contra o Atlético-MG, dando assistência para Rafael Marques e fazendo um gol de rebote do pênalti batido por Zé Roberto.

Oswaldo de Oliveira também já mostrou estar contente com o futebol do menino. Não seria surpresa que, se o Dudu acabar sendo suspenso por um período, ele entre improvisado na ala esquerda. Últimas palavras.

Comparando com a badalação que foi a vinda do Dudu e a vinda de Kelvin, talvez uma entrada mais humilde fosse mais conveniente sempre. Menos extra campo para os jovens e mais futebol.

FORZA PALESTRA!!!

O JOGO DAS LAMENTAÇÕES

Por: Vitor Placucci Vizzotto

Palmeiras e Galo sofrem para empatar.

Foto: globoesporte.com
Foto: globoesporte.com

Há no futebol moderno, uma veneração em relação ao futebol europeu. O povo brasileiro não quer mais saber de ver os jogos brasileiros. Enquanto no início da profissionalização do futebol no Brasil em 1933, quem era venerado éramos nós. Estou dizendo isso porque o jogo entre Palmeiras x Atlético Mineiro foi deplorável. Ficaram em um empate por 2 a 2.

Um jogo amarrado, feio e típico dos dias modernos do futebol brasileiro. Os jogadores não conseguem dominar uma bola.

Mas essa questão de que o torcedor, hoje, da preferência para um jogo europeu, é puramente uma questão de profissionalizar as diretorias dos clubes de futebol. Os clubes, hoje, são empresas, não mais um clube social.

Outra coisa que me deixou furioso foi o fato de Oswaldo ainda insistir em colocar o Zé Roberto como lateral esquerdo. Não funciona! Ele é meia, ponto final, não serve para marcar. A linha defensiva fica exposta e os dois gols do Galo, os dois, foram pelo lado esquerdo, um corredor livre para os atleticanos passearem. E isso não é de hoje.

Pelo menos no segundo tempo, Egídio entrou em seu lugar e Zé fez a função de Valdivia, que por sinal, não jogou nada e ainda por cima foi vaiado por torcedores que o veneram até hoje. Raro.

O PROTESTO

A Mancha Alviverde, torcida organizada do Palmeiras, fez um protesto no jogo ao não cantar ou falar uma só palavra. Uma situação inusitada. No começo fiquei surpreso, mas depois entendi o motivo.

A organizada reivindicava ingressos mais baratos e a diminuição da mensalidade do programa Avanti e com razão. Cantaram o hino no início e mais nada. A gestão Paulo Nobre está, neste ano, sendo uma ótima gestão, porém, agora o presidente decidiu aumentar o preço dos ingressos e do Avanti. Um erro administrativo.

Mas vamos por partes…

Primeiro de tudo, o financeiro não calculou que se os ingressos forem mais baratos, os torcedores irão aos estádios, portanto, casa cheia quase todo jogo. Mesmo caro, os torcedores estão indo e lotando o Palestra. Foram em torno de 28 mil pagantes. Mostrando que querem ver o time, mas que não se sujeitam a exploração.

O protesto da Mancha foi com razão? Foi, mas prejudicou o time, não tenha dúvidas. Com a Mancha cantando e conduzindo, o estádio vira um caldeirão.

Esse é um fato que torcedores de classes mais abastardas não aceitam. Pelo contrário, criminalizam e condenam as organizadas ao invés de solucionar o problema de maneira mais efetiva.

Esse movimento de repulsa entre os próprios torcedores do Palmeiras é o que muitas vezes acaba com o time.

A Mancha é importante? É, mas também não pode se achar a cima dos demais. Essa foi uma impressão minha quando a torcida os xingou e eles bateram palmas. Eles não deveriam ter feito nada. Ai sim mostrariam que sem eles o time se prejudica.

O Palmeiras não é mais um time da elite! Creio que dos 18 milhões de torcedores, 30% são de classe média alta. Os outros 70%, são de classe média e baixa. Futebol é para todos.

A violência não se resolve com supervalorização de mercado, mas sim com educação. Não adianta aumentar os preços, mas sim exigir do governo educação. E no futebol, no mínimo, exigir competência da polícia em identificar os ‘violentos’. Competência essa, inexistente.

Resumo dos fatos. Mancha, parabéns por reivindicar a democratização do futebol, mas por favor, cante. Torcida comum, parcimônia. Somos todos Palmeiras!

FORZA PALESTRA!

FOI-SE O TEMPO DO JARDIM SUSPENSO

 Por: Vitor Placucci Vizzotto

Crônica: Foi-se o tempo do Jardim Suspenso

O estádio Palestra Itália após último jogo oficial entre as equipes da S.E. Palmeiras e Grêmio F.P.A., partida válida pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro Série A. O estádio será demolido e dará lugar para a construção de uma arena. São Paulo / SP, Brasil - 22/05/2010. Foto: Cesar Greco / Fotoarena

Lembro-me como se fosse hoje. Aos nove anos, levado por meu pai, Palmeiras x Vila Nova, pela série B do brasileiro de 2003. Um sol torrencial, às quatro da tarde. Não tenho na memória a feição dos jogadores da época, mas sinto aquela torcida até hoje. A arquibancada se tornou meu fascínio. Daquele dia em diante – aquele que já era meu clube querido – eu sairia dali completamente Palmeiras. Entusiasmado com a vitória, suado por estar vestindo manga longa, o brilho nos olhos de meu pai era impagável. O segundo gol do Palmeiras da era Diadora, foi na minha frente. Se não me engano, gol de Marcinho. Pós-gol conversamos com um torcedor que se vestia mal, denunciando desta forma sua desvantagem econômica, mas que tinha a alegria de estar ali pulsando nos olhos, então percebi: Que o futebol é o agregador de sonhos, o anexo de opiniões e aquele que se troca comemorações com um desconhecido. Hoje em dia, talvez não seja mais assim, tenho saudades daquele jardim, mas a nova Arena também é boa para mim. Era outro tempo, por mais que não pareça. Não pagávamos tão caro para ver a felicidade se vestir de Palmeiras.

FORZA PALESTRA!!!