Por: Vitor Placucci Vizzotto

Pela quarta vez em 2 anos, Palmeiras troca de técnico.

(Foto: Cesar Greco / Fotoarena)
(Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

No Brasil, quando pensamos em técnicos, nos vem à mente a palavra salvador. Este talvez, seja o maior erro do brasileiro, considerar o técnico um salvador, um herói.

O técnico de futebol pode ser um herói sim, mas não é ele que calça as chuteiras e nem que contrata todo o elenco. Digo isso pelo simples fato de que Oswaldo de Oliveira tinha um aproveitamento de 59,7% no Palmeiras e caiu. Sim, eu gostaria de vê-lo ainda sob o comando do time. E não, não tenho problemas com quem discordar de mim, mas vamos refletir.

Foram 29 jogos, 15 vitórias, 7 empates e 7 derrotas, sob o comando de Oswaldo. O time chegou a final do Campeonato Paulista deste ano. O elenco todo tinha um apresso muito grande pelo técnico e dos seis clássicos disputados no ano, o Palmeiras de Oswaldo ganhou quatro e empatou um.

O time não tinha organização, o técnico demorava para fazer substituição e o verde não tinha ganho nenhuma partida no brasileiro até o jogo contra o Corinthians. Certo. Porém, esquema tático nós tínhamos e muitas vezes, foram os esquemas de Oswaldo que nos salvaram fora de casa.

Mas fora isso, o que está em questão aqui é a regularidade que não existe no futebol brasileiro. Simplesmente quando um técnico fica mais de três partidas sem vencer ele é questionado ou mandado embora. Isso não pode mais continuar acontecendo.

O Sir. Alex Ferguson, ex-técnico do Munshester Unt. da Inglaterra, permaneceu no comando por 27 anos. E dentro deste período o time teve seus altos e baixos, o que é normal. Este é só um exemplo de como o planejamento com relação a técnicos daqui deveria ser.

A FORÇA MAIOR

Quem será esta tal força maior que Oswaldo de Oliveira mencionou, quando perguntado quem havia o demitido em entrevista a ESPN? Vocês tem uma chance para acertar…

Sim, ele… Mustafá Contursi.

Ele ainda continua mandando e desmandando no Palmeiras. Vocês podem dizer que é teoria da conspiração, mas não é. Se não ele não seria conselheiro e ‘padrinho’ de Paulo Nobre.

O fato é que a política nos clubes de futebol tem que ser revista e remodelada, por mais que esse processo pareça já ter começado.

OS OLIVEIRAS

Agora quem assume o fardo é Marcelo Oliveira, ex-Cruzeiro. Tanto Oswaldo, quanto Marcelo, são Oliveiras e gostam de jogar no 4-2-3-1, tem temperamento parecido e comandam de forma quase igual. Hum… será mesmo que foi uma boa troca?

Iremos começar mais um trabalho do zero. Foram praticamente seis meses jogados na cesta do lixo.

Acho Marcelo Oliveira um excelente técnico e desejo toda a sorte do mundo para ele e que o Palmeiras ganhe todas as partidas disputadas. O que passou, passou. Oswaldo não poderia ter sido demitido assim. Mas agora é torcer pelo segundo Oliveira a passar pelo clube.

Termino minha solene crítica mencionando meu companheiro de ‘papel e caneta’, Victor Chahin:

“Agora a dúvida que fica é: quantos meses o novo comandante vai durar?”

FORZA PALESTRA

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