TRES GOLS DA NOVA ERA

Por: Victor Chahin

Foto: Marcos Ribolli
Foto: Marcos Ribolli

Há exatos 4 meses atrás fiz um texto com o título “Que Honrem a Camisa e Lutem sem Parar”. A crítica teve como estopim o empate em 0x0 do Palmeiras com o time do ASA no Allianz Parque – já haviam motivos de sobra para escrever sobre erros dos jogadores e do treinador Oswaldo de Oliveira. O que mudou de lá pra ca?

Muito.

O Palmeiras cresceu com a chega de Marcelo Oliveira – existem méritos do Oswaldo, obviamente – mas agora o time entrou em um seleto grupo de equipes que obriga o adversário se fechar para não tomar gol. O Verdão é eficiente nos passes e consegue abrir a defesa de diversas maneiras. Existem três gols que marcaram essa era MO (Marcelo Oliveira) no futebol alviverde.

O primeiro é o do Rafael Marque contra o Avaí aos 7´do primeiro tempo. Em uma tabela rápida e precisa pelo meio entre Dudu e Rafael, os jogadores confundiram a marcação adversaria e Marques acertou um belíssimo chute da meia-lua. Essa jogada mostra um Palmeiras pronto para surpreender com qualidades individuais e toques precisos.

Contra o São Paulo, foi um massacre, mas o gol que destaco no momento é o primeiro, Dudu aberto na esquerda, passa para Egidio, que de primeira toca para Leandro Pereira, na cabeça da área, pra marcar. O gol parte em uma jogada cadenciada pelos lados, sem tempo para deixar a marcação encostar, os jogadores armaram e concluíram a jogada de maneira eficiente.  Ao meu ver, essa jogada era muito trabalhada na época Oswaldo, mas com o Egidio e Dudu em boa fase , as coisas mudaram.

O contra-ataque mortal. Ainda contra o São Paulo, temos uma jogada que é talvez a marca do Palmeiras esse ano. O terceiro gol, de Rafael Marques, aos 13` do segundo tempo – foi uma jogada que lembrou o antigo Palestra Italia. A bola parte com Gabriel próximo a área de Fernando Prass, é passada para Vitor Ramos, que em um jogo de corpo consegue deixar ela para Dudu. Rapidamente a redonda é invertida para Arouca na ala esquerda. Egidio passa na velocidade, recebe a bola de Arouca e de primeira passa rasteiro para Rafael Marques chegar pela ala direita (lado oposto do campo), invadindo a área nas costas da defesa São Paulina, pra fazer 3×0 sem chances para Rogerio Ceni. Parágrafo grande, mas a jogada com 6 jogadores durou 14 segundos indo de uma ponta a outra do gramado. Enfim respiramos, gol de placa!

O elenco está mais adaptado a ele mesmo, mas e os jogadores? O que mudou? 

Foto: Ari Ferreira
Foto: Ari Ferreira

Por parte individual muitos mantiveram o padrão que tinham com Oswaldo, mas outros cresceram com Marcelo, vejamos Dudu, Egidio, Leandro Pereira, Vitor Ramos e Cristaldo.

O camisa 7, Dudu, não vinha rendendo o que era de se esperar, mas, por méritos ou não de Marcelo, voltou a jogar muita bola. Egidio já era velho de guerra com o novo treinador e ganhou a vaga facilmente na lateral esquerda. Leandro Pereira chegou a ser cogitado em sair e parece que uma injeção de animo com MO fez ele voltar a ser peça fundamental no time. Vitor Ramos ganhou confiança e Cristaldo virou um jogador aclamado por todos durante as partidas.

O time mudou talvez a maneira de pensar em cada partida, o esquema é o mesmo, os jogadores praticamente também. Não podemos dizer que se o Oswaldo estivesse ainda no comando do time, o Palmeiras estaria pior. Contudo, a única certeza é que hoje o técnico é Marcelo Oliveira e estamos la em cima.

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DE LAVADA

Por: Vitor Placucci Vizzotto

4 gols que revelam o bom trabalho de Marcelo Oliveira

Foto: Cesar Greco / Fotoarena
Foto: Cesar Greco / Fotoarena

Sim, há algumas rodadas atrás eu questionava a saída de Oswaldo de Oliveira do Palmeiras e não abro mão do meu argumento, pois acho que quem montou o time foi ele e provavelmente estaríamos bem no campeonato. Mas tenho que admitir que quem colocou o elenco para jogar como time grande foi Marcelo Oliveira.

O Cruzeiro de Marcelo era semelhante de mais a esse Palmeiras que mantém a consistência baseada em seu farto elenco e sem um craque. Os dois times se assemelham por ter essa quantidade de jogadores e por jogarem simplesmente como um time, como um grupo. Futebol hoje em dia é isso. Quem não tem união, entrosamento e números, não ganha.

Na partida de ontem vimos a consistência que faltava ao time. Se não fosse pelo empate contra o Sport, estaríamos com 7 vitórias. Sete!

Essa é a maneira de começar a visar a taça do campeonato brasileiro que sim, é baseado em consistência.

DISPUTA

Fico extremamente contente em ver Leandro Pereira bem, fazendo gols com a nostra camisa. Pelo simples fato de que essa disputa sadia é extremamente benéfica para caminharmos rumo ao título.

O ‘Banana’, já estava sendo questionado e quase foi negociado, mas mostrou que não ocupava a posição de matador por acaso. Era só questão de tempo.

Tempo.

Isso para o torcedor brasileiro não existe. Já dizia que era questão de tempo para o verdão engrenar, se entrosar e ganhar. Estamos ganhando e dominando as partidas. E isso só vem com tempo de trabalho.

Uma coisa que me agradou taticamente foi a troca de posição do Cristaldo. Há tempos eu já dizia e achava que o argentino não é centro avante, mas sim segundo atacante. Embora não tenha jogado como segundo atacante, Marcelo o colocou como ponta no lugar de Rafael Marques.

Essa era a visão de jogo que eu estava esperando de um técnico.

Ele manteve o 4-2-3-1, não tirou o Leandro Pereira, por merecimento e está procurando, ao mesmo tempo, testar as peças que tem no elenco.

O discurso agora não mudou. Calma, persistência, sangue, suor, amor à camisa que chegaremos lá! Vamos continuar fazendo o que já fazíamos quando estávamos mal no campeonato, que é: lotar notra casa!

Rumo ao título!

FORZA PALESTRA

Caminho para o G4

Por: Victor Chahin
  

  
 Essa semana de treinamentos foi muito festejada por Marcelo Oliveira, que pode trabalhar todos os erros e aperfeiçoar os acertos do Palmeiras. O treinador também pode testar e conhecer mais cada jogador.

O resultado dessa pausa será certificada no domingo contra o Vasco da Gama. Uma vitória poderia colocar o Palmeiras no G4. Ainda o Verdão contaria com a vantagem de ter o próximo jogo em casa, contra um adversário (Atlético-PR) que  3 pontos são bem prováveis. 

A liderança do campeonato vai chegar. Precisamos manter o números de aproveitamento alto, pois daqui pra frente, cada ponto conta.

A vantagem que o Palmeiras tem sobre os adversários na frente, Fluminense, Sport e Corinthians é ter um elenco de jogadores capazes de repor um ao outro. Centroavantes, por exemplo, têm Cristaldo, Leandro Pereira e Lucas Barrios, os dois mais antigos no clube já tiveram momentos conturbados, mas hoje fazem gols e estão sendo importantes, já Barrios chegou agora e é um grande peso no ataque palmeirense.

O meio-campo está recheado de bons jogadores, Robinho, lider em assistências, compete diretamente com Cleiton Xavier e Zé Roberto pela vaga na armação do time. Ainda no meio, mas pouco atrás, temos Gabriel, um monstro da posição e Arouca com uma regularidade impressionante. 

Abertos nas pontas temos Dudu e Rafael Marques crecendo a cada jogo e na reserva têm Kelvin, Gabriel Jesus e voltando agora Allione e Mouche. E ainda nas pontas, mas mais recuados estão Egidio e Lucas, dois grandes laterias.

O elenco que briga diretamente com o do Palmeiras nos termos de qualidade é o do Atlético-MG e esse talvez seja o maior desafio do Palmeiras para chegar a liderança. O jeito não é ficar pensando no jogo do returno contra o Galo, é vencer tudo que der e conseguir o máximo de pontos, assim, chegaremos lá. E que venha o Vasco! 

FORZAPALESTRA

IMBATÍVEL

Por: Vitor Placucci Vizzotto

Palmeiras, o rei dos clássicos vence mais um.

(Foto: Cesar Greco / Fotoarena)
(Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

Cem anos de muita rivalidade contra um rival de respeito. Mais uma vitória palmeirense para a história e para o histórico deste ano. De todos os clássicos disputados, o verdão não perdeu nenhum no brasileirão.

Recorrência de um ótimo trabalho feito pela gestão Paulo Nobre, que neste ano, além de trazer Alexandre Mattos como diretor, Marcelo Oliveira como técnico e os 24 reforços, impulsionou ainda mais o programa de sócio torcedor Avanti e promoveu a marca Palmeiras, como nunca se havia feito antes. Temos que concordar, está sendo uma boa e promissora gestão.

A chegada de Lucas Barrios fez com que o verde ficasse com um elenco mais forte e mais temido por seus adversários. No jogo de ontem, o novo camisa 10 não mostrou todo potencial, porém demonstrou vontade de vestir nosso manto.

Claro, estamos indo bem no campeonato. Este ano está sendo revolucionário no sentido de que o Palmeiras estava vivendo uma faze péssima na última década e agora parece que as coisas estão mudando muito rápido, mas precisamos continuar mantendo a calma. Não podemos achar que somos imbatíveis de fato e que já somos campeões. Muita bola tem que rolar.

A PARTIDA

Marcelo Oliveira escalou o verdão em um 4-3-3, alterando seu esquema de jogo e me agradando, porque quando nosso técnico era o outro Oliveira, em casa só jogávamos no 4-3-2-1 e pessoalmente acho que nosso time, em casa, joga muito mais aberto e com tranquilidade para trabalhar a bola neste esquema.

Fora de casa o 4-2-3-1 é muito eficiente, por causa da troca de posições entre Rafael Marques/Leandro Pereira, fazendo o falso nove e Rafael Marques/Dudu, deixando o adversário que está acostumado com seu campo, confuso.

Nesse jogo o Palestra criou boas chances, mas só uma resultou em gol. Leandro Banana mostrou que não é tão banana assim e girou para cima do marcador, como se estivesse jogando futsal e bateu com toda a força, no estilo camisa 9. Um golaço! Ele está deixando a disputa mais acirrada e isso é ótimo.

A média de cartões na partida foi baixa, em relação aos outros clássicos. No de ontem foram 6 no total, três para cada lado. Mas a arbitragem como sempre, deixou a desejar. Na confusão entre Prass e Ricardo Oliveira, o camisa 9 santista já tinha cartão amarelo e ao invés do juiz expulsa-lo, ele só deu amarelo para o goleiro do alviverde…

Enfim, como eu estava dizendo, temos que manter a calma. Tudo está mudando depressa demais e o Palmeiras para ser campeão, precisa colocar os pés no chão.

FORZA PALESTRA!

A VOLTA E A ESTREIA

Por: Victor Chahin

DANIEL VORLEY/AGIF/GAZETA PRESS

O Palmeiras tem força total ofensiva para o clássico de domingo. Isso porque Robinho voltou e tudo leva a crer que será titular. Assim o Verdão ganha uma velocidade maior no meio-campo e um bom arrematador há distância.

Contudo, domingo o Palmeiras estará mais forte do que nos últimos jogos, pois relacionado no banco de reservas, depois de meses de especulação e negociação, está Lucas Barrios. O jogador ganhou a camisa 10 e com muita humildade tratou o momento de vestir a camisa do Verdão.

Obvio que nos, a torcida palmeirense, naturalmente criamos expectativas sobre o jogador, mas Lucas Barrios fez questão de não inflamar muito esse momento de estréia. Compreensível, pois pode levar um tempo para ele se habituar com o clima de jogo no Brasil, alem de levar tempo para conhecer cada jogador que jogará ao seu lado.

Marcelo Oliveira pode não colocar Barrios no jogo, ainda mais se estiver apertado e difícil, mas com o Allianz Parque lotado e com o jogo controlado, quem sabe não vemos nosso camisa 10, atacante com faro de gol, atuando pela primeira vez em solo palestrino.

A DEFESA

A defesa do Palmeiras não vai poder contar com Vitor Hugo, pois ainda se recupera de uma lesão no rosto. Assim o sistema fica sem um entrosamento conquistado depois de muito trabalho entre Vitor Ramos e Vitor Hugo.

Há de se lembrar que Leandro Almeida veio como um dos nomes pra ser titular e competir com os titulares por vagas na zaga. Assim o jogador deve entrar pra querer ficar e isso pode ser um ponto interessante e positivo.

Por ultimo… Egídio esta de volta e assim a defesa fica forte e o ataque ganha uma força tremenda em lançamentos, cruzamentos e arremates.

Bom, domingo tem um joguinho ai! Vamos atrás de mais 3 pontos!

FORZAPALESTRA

NOS ACRÉSCIMOS 

Por: Vitor Placucci Vizzotto

Aos 47 amigos…

Ficamos sem reação perante ao gol milagroso de André nos últimos minutos de partida, mas o verdão fez um bom jogo.

Foi um jogo truncado, como imaginávamos. O Palmeiras teve chances claras de gol, assim como o time da casa que só não ampliou o placar por causa de Fernando Prass. O goleiro estava inspirado e desfalcado. Sem a zaga titular e sem Egídio, podemos observar que a defesa fica frágil.

Os gols do verde saíram dos pés de Leandro Banana, pois é. E essa briga no ataque continua, é gol do mito Cristaldo que entra e faz, é gol de Banana e ainda tem o Alecgol e o Barrios… Disputa interessante. E assim que tem que ser, não acho que ninguém deve sair do ataque do Palestra.

A SEQUÊNCIA

O Palmeiras abriu uma sequência de 4 jogos sem perder e sem tomar gol e na última partida levou 2.

Não está nada mal comparado ao que tinhamos no ano passado, mas por mais que o resultado foi um empate, foi excelente para mostrarmos que temos um time competitivo e colocarmos medo na cabeça de nossos adversários.

Agora o Palestra pega o Asa pela Copa do Brasil. Jogo importantíssimo, vai que ganhamos o brasileiro e a Copa?

Não, não é a do mundo…

Avanti Palestra!

FORZA PALESTRA!

Nova Defesa

Por: Victor Chahin

Foto: Cesar Greco

Sem perder tempo, o treinador do Palmeiras, Marcelo Oliveira, adiantou qual será sua nova dupla de zaga para o jogo de domingo. Com Vitor Ramos suspenso e V. Hugo lesionado, os titulares serão Leandro Almeida e Jackson. Sem contar Egidio, tambem suspenso, que terá como substituto, João Paulo.

A mudança, necessária, não vem em boa hora, pois o sistema defensivo dos Vitor’s estavam finalmente funcionando. Em quatro jogos, não vazaram nenhuma vez. Alem de Egidio ter entrado em um ritmo muito bom e estar 100% ativo durante os jogos.

Maior prova para o elenco será domingo as 18.30, isso porque o Palmeiras enfrenta o Sport na Arena Pernambuco. Será o momento de provar a força do elenco, que é a verdadeira arma de um time que sonha alto.

No meio-campo, sem dores de cabeça, pois Zé Roberto já esta entrosado com o elenco e facilmente pode substituir Robinho, ainda lesionado na coxa.

Oliveira e as substituições

O treinado já mostrou que não espera o tempo passar para mudar o time, tanto durante o jogo, quanto para escalar o elenco. Logo que chegou, apostou em Robinho com titular e colocou Zé Roberto no banco.

No jogo de quarta, contra o Avaí, Marcelo mudou o jogo ao colocar Kelvin, assim saindo o segundo gol e depois Cristaldo, saindo o terceiro. E contra o Sport será essencial manter a mesma postura.

O time pernambucano tem a característica de manter um ritmo de jogo acelerado e o Verdão não pode ficar atras. Se o time do Palmeiras diminuir o ritmo, a entrada de Kelvin, Cristaldo, Xavier ou até Gabriel Jesus podem ser bem-vindas.

Ganhar o jogo la será algo muito importante e colocaria a moral de todo o elenco em cima. Alem do time também ficar cada vez mais próximo do G4, podendo entrar nele.

FORZAPALESTRA