Gabriel Jesus e o 4-3-3

 Por: Victor Chahin

 

O jogo de quarta-feira mostrou o ataque que não viamos há algum tempo. Foram 30 minutos de bombardeamento, seis chegas perigosas e 3 gols. O Palmeiras aniquilou o jogo. 

Na minha visão, caro palmeirense, foram duas coisas responsáveis por o ataque mortal. Primeiramente, o Verdão manteve a bola no pé por mais tempo que o Cruzeiro. Isso não vinha acontecendo desde o jogo contra o Asa. 

O esquema tático adotado, 4-3-3 com um volante de contenção e dois meias trabahando na ligação ataque-defesa, foram a chave para ter a bola por mais tempo. O meio ficou articulado com o volante Amaral (Andrei Girotto) e formando uma linha na frente, Zé Roberto e Robinho. 

Sim torcedor, com a redonda do nosso lado, o Palmeiras criou muitas chances. Mas não tem como esquecer, Gabriel Jesus, menino de 18 anos, mostrou não ser mais promessa.

A humildade somado com vontade e talento é talvez a arma de Gabriel Jesus. O atacante é liso, rápido, brigador e encaixa perfeitamente no Palmeiras. Há muito tempo o Verdão não tinha um jogador que em campo, faz o adversário ficar duas vezes mais atento. O Gabriel Jesus desloca a marcação, passa, corre, dribla, marca e pulsa seu coração junto a torcida do Palmeiras. 
 
FORZAPALESTRA

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A DERROTA PROGRAMADA?

Por: Vitor Vizzotto   
Não, uma catástrofe. A derrota que não poderia ter vindo neste jogo. É uma pena, mas perdemos o título, praticamente. 
Eu tinha muita esperança de que o Palmeiras poderia ganhar do galo e embalar na competição, mas não foi assim. Parecia que o time perdeu os fundamentos táticos e técnicos. A posse de bola não existiu e os passes então, não acertavam nem o primeiro direito. 
O primeiro gol foi um esboço do nosso passado recente. Uma jogada que parecia aquele time que jogou contra o São Paulo, nas goleadas do primeiro semestre. Um cruzamento preciso e uma cabeçada de um Andrei Girotto que tentou ser eficiente como Gabriel Girotto. Um golaço, porém não suficiente. 
Infelizmente o Atlético empatou, e virou com um pênalti inexistente. O árbitro ridiculamente parecia estar comprado, porque eu não vi pênalti até hoje e vi o lance umas 50 vezes. 
O que dizer de Egídio que magistralmente fazia uma ótima sequência e agora parece um lateral comum? Uma pena. 
Enfim, uma lástima para um time que almejava o título brasileiro. Agora é brigar pelo G4. 
HOMBRIDADE 
Fernando Prass é o nome. O goleiro foi impecável em respeitar o clube América Mineiro, ao arrumar o símbolo atrás do gol e ao não pisar no escudo. 
O time que praticamente deu seu estádio para o Atlético, merece respeito e não pode ser esquecido. O campo é do América, que fique claro. 
Nosso próximo adversário é o Joinville, em casa. Não podemos nem se quer pensar em perder. À vitória terá que vir e por goleada. 
FORZA PALESTRA!

Marcelo Oliveira e os Volantes

Por: Victor Chahin

  
O dilema dos volantes vem esquentando a cabeça de todos os palmeirenses. Sem Arouca pra domingo, o comandante Marcelo Oliveira deve estar ansioso para decidir quem vai entrar na posição. Cleiton Xavier, Zé Roberto, Amaral ou mudar a tatica? 

O fato é que a opção direta, não agrada muito os mais críticos. Amaral é um volante lento e coloca-lo para conter o sistema ofensivo do Galo é suicido. O jogador serviria mais para um jogo pesado e de força.  

Uma opção mais lógica seria deixar Cleiton Xavier e Zé Roberto com o revezamento na volancia. Assim, Andrei Girotto ficaria fixo no setor, não tendo a necessidade de abdicar do 4-2-3-1.

Menos provável seria um 4-3-3, com Girotto recuado e uma linha na frente com Zé e Cleiton Xavier lado-a-lado. A probabilidade é baixa, não por ser arriscado e sim por Marcelo Oliveira não querer deixar o 4-2-3-1 de lado. 

Andrei Girotto. É um jogador que devide opiniões, mas de fato pegou uma pressão enorme ao entrar no lugar do Gabriel. O Andrei mostra vontade, consegue alguns desarmes e marca bem, talvez um pouco mais de ritmo deixe-o melhor. 

Cleiton Xavier. Se quiser manter-se no time titular precisa conseguir regularidades nos jogos. Ele é experiente e junto com o Zé Roberto, devem levar o time com eles!

  
Fotos: Cesar Greco
FORZAPALESTRA

O JOGADOR PREGUIÇA

Por: Vitor Placucci Vizzotto

Jogo de 6 gols tira o Palmeiras da ‘crise’?

(Foto: Cesar Greco / Fotoarena)
(Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

O jogo do vira vira. Flamengo virou e Palmeiras virou. Um resultado exótico se pararmos para analisar os campeonatos brasileiros dos últimos tempos. Aquele jogo de resultados magros parece ter ficado para traz neste campeonato de muitos gols.

Mas o que eu gostaria de enfatizar não é o volume de gols, mas sim a falta de vontade de vestir o manto alviverde e não só o ‘nostro’, mas sim do futebol.

A partir do momento que Marcelo Oliveira chamou Cristaldo para o aquecimento, os atacantes começaram a jogar como Barcelona. Essa é a frase que define a malandragem. O Palmeiras não jogou bem. O segundo gol foi literalmente de sorte, para não dizer outra coisa. Mas o terceiro e o quarto, foram pinturas.

Pinturas de toque de bola e entrosamento, mas precisamos de um argentino para servir de estímulo. Que fique para reflexão.

Os próximos confrontos serão os mais difíceis do segundo turno. Atlético Mineiro e Corinthians estão por vir. Se ganharmos, poderemos sonhar com o caneco.

RELATO 

Um professor amigo meu, me mandou um texto do ‘Palmeiras anti-fascista’, publicado na ESPN, questionando o xingamento “Ô-Bixa” nos estádios e no Allianz Parque. Já tinha o lido e não quis me comprometer ao tocar em um assunto tão sério. Mas eis me aqui ‘reclamando’, ou melhor, reivindicando.

É extremamente insuportável esse grito no estádio. Principalmente porque não é respeitoso e é um tremendo ‘perpetuardor’ do pré-conceito.

Pode parecer moralista e chato, mas sociológicamente é uma questão real e que não podemos mais não enxerga-la.

“Ah, seu hipócrita, deve falar tanta merda no estádio e ta passando liçãozinha de moral aqui ‘pá nóis’?”

Falo merda mesmo e não escondo, mas não descrimino nenhum tipo ou rebaixo o indivíduo.

Podem me xingar, mas não vou mais ser conivente com esse tipo de moda. Porque querendo ou não virou hit e tem que ser interrompido. O brasileiro tem a cultura de ir ao estádio para descarregar a raiva, ok. Não acho que palavrões devem ser vetados e que todos sejam beatos da bola, mas acho que o bom senso deve prevalecer.

Esse tipo de xingamento determina que homossexuais não podem estar em um meio tão ‘nobre’ e ‘másculo’ que é o futebol. Simples.

Para alguns, mulheres e gays não tem espaço. Ponto final.

Vamos mudar isso?

FORZA PALESTRA

A RESENHA PERFEITA

Por: Vitor Placucci Vizzotto

(Foto: Cesar Greco / Fotoarena)
(Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

Na segunda-feira li um texto de Mauro Cezar Pereira, comentarista da ESPN, falando sobre o “técnico antibiótico”, achei a analise precisa, mas também triste.

Triste pelo fato de que vejo o futebol brasileiro cada vez mais se afundar neste conceito. O tal conceito, que Mauro escreveu, se trata de uma conversa fictícia, porém real que refletia nossa realidade futebolística do país, entre os dirigentes do futebol.

Na conversa os cartolas sempre acabavam no resultado que todos conhecemos: ‘A demissão do técnico de futebol’.

Essa solução é pedantemente ridícula e a maioria dos clubes do Brasil acabam tomando. E no Palmeiras não é diferente. Neste ano saiu Oswaldo de Oliveira e veio Marcelo. Ok, Marcelo é muito melhor em seu currículo para o momento, mas querendo ou não Oswaldo era capaz e tem sua parcela de êxito na montagem do elenco que fez a boa sequência de 7 jogos sem derrota.

A conclusão de Mauro à respeito é simples e a vemos todos os dias: “A conversa acontece, o “professor” é contratado, vira manchete, a torcida até se empolga e enche o estádio. Grife, famoso, ele causa impacto inicial e o time reage, vence partidas, mas depois… Futebol ruim e resultados aquém do esperado. Derrotas. Os problemas de sempre continuavam lá.”

Exatamente…

Vejamos esta análise de um ponto de vista de quem gosta do futebol e almeja aquele futebol dos anos 70/80. Isso não pode continuar acontecendo! Contratamos Marcelo como técnico e é lá que ele deve ficar. Agora a reação é o nosso foco. Vitórias e títulos vêm com tempo de trabalho e é nisso que o futebol nacional tem que se basear para ter um bom futebol.

A PARTIDA

O jogo contra o Cruzeiro foi uma lástima no sentido de que poderíamos ter ganhado, mas isso não aconteceu. O time se acomodou no histórico da sequência de 7 jogos sem derrota e tomou 2 x 1.

Marcelo Oliveira escalou o time no 4-3-3 e mudou a forma do time jogar, que fora de casa, era eficiente. O 4-2-3-1 fora de casa era nosso remédio. Mas isso pouco importava, o foco mesmo era o psicológico do time que estava abalado por causa da derrota contra o Atlético.

Fernando Prass pegou um pênalti. Um lance que foi apagado. Talvez ali e depois que saiu o gol do Cristaldo é que deveríamos ter nos concentrado e ter jogado como Palmeiras.

E por fim o detalhe mais sem nexo do jogo: Por que jogamos de amarelo no estádio do Mineirão?!

Vai entender…

Ainda temos tempo para arrumar a casa e ganharmos o título. Essa é a vantagem do campeonato brasileiro.

FORZA PALESTRA!

PALMEIRAS ACIMA DE TUDO

Por: Victor Chahin

  
Uma semana de treino após uma vitoria no domingo é sempre agradável, ainda mais se tiver outros 7 jogos atrás sem perder. Agora quando o time sai do ritmo e perde uma partida, bom, ai começam os pessimistas, a parte da imprensa polemizandora entra em cena e os jogadores são alvos de criticas fortes.

Parecia combinado, a pagina no Facebook Palmeiras Tudo publicou um dia após a derrota, sobre os próximos 3 jogos do Verdão e comentários pessimistas surgiram “Se jogar que nem domingo perde” ou “parem de mimimi, esse time foi uma varzea, e ridículo…”

É amigos, qualquer torcedor apaixonado e que tem o mínimo de conhecimento sobre o esporte, sabe que um time com sete vitorias e   um empate em oito jogos, tem algo de especial.

Já a imprensa, parte dela, construiu um palco, pensando que o Palmeiras pode ter uma queda de desempenho. Polemizando, com um pé atras, falaram do Rafael Marques sem marcar gols a 4 jogos. Falaram do Valdivia, entrevistando ex-jogador do Palmeiras, tentato colocar algum tipo de conflito entre a diretoria, ele e o torcedor.

A critica construtiva e com fundo de verdade é sim passível de debate. Contudo, ficar rebaixando um elenco que mostrou vestir a camisa, e tem conseguido vitorias expressivas, devido a uma derrota, não da. Ainda mais se colocar comentários baseados no pessimismo da mídia, ai é complicado.  

Aos palmeirenses realistas, vamos pra cima desse campeonato! Vocês conhecem esse elenco e sabem o potencial de cada jogador. O Verdão precisa sempre do apoio e da critica bem formada, não meia-duzia de palavras, isso é muito baixo para o Palmeiras! Nosso Palmeiras. 

FORZAPALESTRA SEMPRE 


 

E COLOCARAM CULPA NA HORA…

Por: Vitor Placucci Vizzotto

A derrota que foi cantada antes da hora.

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Achei muito curioso amigos, os jogadores e o Marcelo Oliveira dizerem em entrevistas por aí que a partida seria muito perigosa e que era para termos cautela. Perigosa por que? O Atlético Paranaense é o Real Madrid agora? Pô essa eu não sabia…
O que eu sabia e que eu acho é que eles estavam preparando o terreno para os torcedores. Eram discursos de cautela enaltecendo as qualidades do poderoso time paranaense em uma hora em que o Palmeiras era o Real Madrid.
Pois então, achei estranho esse discurso sendo que nós já tínhamos enfrentado adversários como o Sport, na casa deles, time que considero muito mais forte e não tínhamos adotado essa atitude.
Talvez seja conspiração, mas o verdão perdeu este jogo por estratégia.
‘Mas como, tá louco?!!? Nós perdemos 6 pontos praticamente’
Pois é, mas talvez tenha sido uma estratégia para derrubar o galo lá na frente. Percebam nossa sequência de jogos: Cruzeiro fora, Coritiba fora, Flamengo em casa e Atlético Mineiro fora (o jogo chave). Três jogos fora de casa… temos que chegar desacreditados e fazer com que o adversário ache que estamos fracos.
Mas acho que não estamos.
A LESÃO E O GOL PESADO
O Palmeiras estava jogando um jogo literalmente burocrático. Toca aqui, toca ali e volta pra trás. Não criaram chances claras de gol e tão pouco finalizaram bem.
Além disso algumas pessoas da imprensa colocaram a culpa no horário do jogo. ‘Porque às 11 da manhã, a sol a pino, os jogadores não rendem o que podeiram’. Balela.
Porém, um ponto que não nos anima é a lesão do volante Gabriel. Isso pode ser um problema gigante, já que o jogador é o segundo roubador de bolas do campeonato.
Marcelo Oliveira ou terá que recuar Robinho e avançar Zé Roberto, ou colocar o camisa 11 na posição de primeiro volante.
Caímos pra sexto na tabela e sim, será complicado alcançarmos a liderança, mas afinal se erramos nesse jogo, nossos adversários podem errar lá na frente. O campeonato brasileiro é ganhado em pequenos erros.

FORZA PALESTRA!!!