Por: Vitor Placucci Vizzotto

Jogo de 6 gols tira o Palmeiras da ‘crise’?

(Foto: Cesar Greco / Fotoarena)
(Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

O jogo do vira vira. Flamengo virou e Palmeiras virou. Um resultado exótico se pararmos para analisar os campeonatos brasileiros dos últimos tempos. Aquele jogo de resultados magros parece ter ficado para traz neste campeonato de muitos gols.

Mas o que eu gostaria de enfatizar não é o volume de gols, mas sim a falta de vontade de vestir o manto alviverde e não só o ‘nostro’, mas sim do futebol.

A partir do momento que Marcelo Oliveira chamou Cristaldo para o aquecimento, os atacantes começaram a jogar como Barcelona. Essa é a frase que define a malandragem. O Palmeiras não jogou bem. O segundo gol foi literalmente de sorte, para não dizer outra coisa. Mas o terceiro e o quarto, foram pinturas.

Pinturas de toque de bola e entrosamento, mas precisamos de um argentino para servir de estímulo. Que fique para reflexão.

Os próximos confrontos serão os mais difíceis do segundo turno. Atlético Mineiro e Corinthians estão por vir. Se ganharmos, poderemos sonhar com o caneco.

RELATO 

Um professor amigo meu, me mandou um texto do ‘Palmeiras anti-fascista’, publicado na ESPN, questionando o xingamento “Ô-Bixa” nos estádios e no Allianz Parque. Já tinha o lido e não quis me comprometer ao tocar em um assunto tão sério. Mas eis me aqui ‘reclamando’, ou melhor, reivindicando.

É extremamente insuportável esse grito no estádio. Principalmente porque não é respeitoso e é um tremendo ‘perpetuardor’ do pré-conceito.

Pode parecer moralista e chato, mas sociológicamente é uma questão real e que não podemos mais não enxerga-la.

“Ah, seu hipócrita, deve falar tanta merda no estádio e ta passando liçãozinha de moral aqui ‘pá nóis’?”

Falo merda mesmo e não escondo, mas não descrimino nenhum tipo ou rebaixo o indivíduo.

Podem me xingar, mas não vou mais ser conivente com esse tipo de moda. Porque querendo ou não virou hit e tem que ser interrompido. O brasileiro tem a cultura de ir ao estádio para descarregar a raiva, ok. Não acho que palavrões devem ser vetados e que todos sejam beatos da bola, mas acho que o bom senso deve prevalecer.

Esse tipo de xingamento determina que homossexuais não podem estar em um meio tão ‘nobre’ e ‘másculo’ que é o futebol. Simples.

Para alguns, mulheres e gays não tem espaço. Ponto final.

Vamos mudar isso?

FORZA PALESTRA

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