OS CLUBES DO BRASIL

Por: Vitor Vizzotto

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Foto: Cesar Greco

O que é uma ‘pena’ são os times brasileiros abdicando de outras competições só por estarem disputando um título. O ideal é que as equipes briguem por todas as taças. Não acho que o Palmeiras deixou pra lá a Copa do Brasil, mas claramente nós vimos em alguns momentos o time tirando o pé, principalmente depois do gol do Zé.

Não foi um resultado ruim, como disse meu amigo Chahin. Concordo. Até porque se ganharmos de 1 a 0 aqui em São Paulo, nós classificamos. Mas a questão que fica é: vamos conseguir ganhar do Grêmio que não tem mais tantas perspectivas no campeonato brasileiro?

O time gaúcho está em declínio na principal competição do país e acho que eles darão a vida pela CDBR. O verdão está mais preocupado em ser campeão brasileiro, título que não ganha a 22 anos. Claro, é muito importante reconquistarmos esse prestígio, mas imaginem o verde sendo campeão brasileiro e bi campeão da libertadores? Seria incrivelmente fantástico.

Agora é foco novamente no brasileirão contra o Santa fora de casa, até porque a Copa do Brasil só volta no dia 19.

FORZA PALESTRA

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ARROZ COM FEIJÃO – E ALGO A MAIS

Por: Vitor Vizzotto

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Foto: Cesar Greco

Cuca em entrevista coletiva antes da partida contra o coxa, disse que o verdão tinha que fazer o ‘arroz com feijão’. Sim, o fez e digo mais, com um bifinho, farofinha e uma batatinha pra incrementar. No segundo tempo principalmente, o time mostrava criatividade nas jogadas e constante pressão. Mas este algo a mais traduz o porquê do Palmeiras estar onde está.

2 a 1, ta ótimo. Pra quem não é campeão brasileiro a 22 anos esse resultado está de bom tamanho, não é agora que vocês querem que o time de espetáculo, né? Embora esteja, em alguns momentos. Foram três pontos importantes e nestes jogos contra times de expressão ‘menor’ na tabela é que a rapadura mostra que não é mole. Já tinha dito isto na minha análise anterior, mas o que realmente importa é não perdermos essa linhagem de bons resultados.

O time todo mostrou que não existe esse negócio de “Cuca ball”. O segundo gol foi a prova crucial que mostra isto. Uma bela jogada envolvente que só poderia culminar no gol. Dudu foi e está sendo um dos principais jogadores que provam isso. A cada jogo que passa a sua qualidade se acentua ainda mais. Em suma, nesta partida o verdão teve um domínio quase que o tempo todo. Agora é manter a sequência contra o Santa lá em Pernambuco.

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Foto: Cesar Greco

COPA DO BRASIL

Sim, temos condições de disputar à altura, dois campeonatos ao mesmo tempo. Inclusive acho que essa história de priorizar tem que acabar. Não somos nós, o time que tem o dito melhor elenco do Brasil? Pois então, coloquemos em prática esta fala.

O páreo é duro, mas a qualidade é nossa. Não que o time gaúcho não tenha qualidade, muito pelo contrário. É que peça por peça, dá Palmeiras. Se é que vocês me entendem.

Eles virão com mais vontade, diz a imprensa. Ok pode até ser, mas nós devemos mostrar o contrário.

A GESTÃO

Eu queria tocar neste assunto, porque acho fundamental para traduzir o momento do clube. Não há como não gostar dessa gestão que o Palmeiras tem hoje. Claro, como tudo na vida, ela tem os seus defeitos, que não são poucos, mas por outro lado tem muitos méritos.

Eu sou um dos primeiros a questionar o sistema Avanti, e não só do verde, mas como de todos os clubes do Brasil. Quero que a inclusão no estádio ocorra, claro. Nós devemos lutar para melhorar esses tópicos no futuro. Nem tudo é perfeito, mas dentro das nossas possibilidades, a gestão atual está se mostrando muito eficiente.

O que devemos analisar destes anos de mandato do Paulo Nobre, é que o clube estava numa pindaíba danada, devendo pra meio mundo. Agora tudo foi quitado, em teoria, porque ainda devemos uma quantia ao presidente.

O que quero trazer aqui é que devemos saber separar as coisas. O futebol está sendo solucionado. Questões sociais dentro do clube são outros quinhentos, que não devem ser esquecidos, mas que também não são o cerne de tudo. Tanto é que, quase unanimamente, o seu vice será eleito.

Mas que fique claro: não podemos deixar de lutar por um clube mais inclusivo e justo.

FORZA PALESTRA

 

 

 

 

 

 

 

 

CLASSIFICADO

Por: Vitor Vizzotto

Brevemente:

O Palmeiras já estava praticamente classificado, foi com o time quase inteiro reserva, que por sinal não joga junto e não tem entrosamento. E para completar não estavam com ritmo de jogo por não atuar a algum tempo, vide Alecsandro.

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Foto: Cesar Greco

Agora o que importa é o coxa no sábado. Um jogo complicado já que eles estão na décima terceira colocação do campeonato e brigam para ficarem distantes do Z4. O que o verdão tem que provar é que sim, é o time que brigará por este título.

Acho que mais importante do que ganhar dos candidatos à taça é vencer aqueles que são teoricamente fáceis de serem batidos. Nossa sequência de agora é no papel mais simples do que a anterior, mas na prática a coisa muda.

Coritiba, Santa Cruz, América Mineiro, Cruzeiro e Figueirense. Todos que estão no lado oposto da tabela, brigando por um fôlego. Neste momento esses times nessa situação costumam dar a vida. Mas todo mundo já sabe disso. O que tem que chegar aos ouvidos dos jogadores palestrinos é que eles não ganharam nada.

Uma informação que é básica no futebol.

FORZA PALESTRA

 

OLHA O LÍDER AI

Por: Vitor Vizzotto

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Foto: Cesar Greco

Tentaram, mas não conseguiram. Quando falavam da nossa inconsistência nas outras edições do campeonato brasileiro, mal sabiam que neste ano as coisas iriam mudar. Passamos por mais uma sequência da morte invictos e intactos, com 3 vitórias e 2 empates, que nos assustaram por alguns instantes, principalmente contra o Flamengo, mas que não abalaram o elenco.

Minha teoria se concretizou e ela era: o Corinthians perderia este clássico por não acreditar mais no trabalho do Cristóvão que por sinal, fora contestado desde seu primeiro dia no comando técnico do clube. A torcida deles não aguentava mais e fontes próximas a mim disseram que a diretoria alvinegra já havia contatado Róger Machado, ex-técnico do Grêmio. E escrevam: daqui mais ou menos três semanas ele pinta como novo treinador.

Mas o que importa aqui é que o verdão fez um jogo claramente lúcido. Distribuiu bem as jogadas, Moisés fazia pinturas nos dribles e a essência alviverde renasceu. Esta essência era a maneira em que Cuca aplicou a sua filosofia de jogo. Ela não tinha aparecido nos últimos dois confrontos, contra Grêmio e Flamengo. O time não jogou bem, mas também foi capaz de segurar o resultado, o que foi crucial.

‘O ABRIDOR DE MARES’

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Foto: Cesar Greco

Moisés foi o cara da partida, definitivamente. Pouco exaltado pela imprensa, o meio campista palmeirense é um dos responsáveis pela organização tática do time, juntamente com Tchê Tchê.

Quando chegou à academia palestrina, achei que ele não seria um jogador que se destacasse tanto, mas sim regular e bom para o elenco. Desde lá, ele provou o contrário e se mostrou peça fundamental no esquema do Cuca.

Me empolguei depois do jogo contra o nosso arque-rival. E não é pra menos, já que nosso histórico não é favorável em campeonatos de pontos corridos. E por isso mesmo que temos que tomar muito cuidado agora. Teoricamente são partidas fáceis pela colocação dos clubes, só que não. Estes clubes são na minha opinião, os mais difíceis. Pelo fato de estarem brigando pela salvação deles. Coritiba, Santa Cruz, América Mineiro, Cruzeiro e Figueirense, uma sequência, por que não, da morte também?

Agora é mais atenção, mais concentração e mais garra. Foco pra nos mantermos na liderança. Estamos a um ponto do Fla, que tem uma sequência difícil também. Eles enfrentam o Cruzeiro e o São Paulo, mas não acho que irão bobear, portanto, vamos fazer o dever de casa pra completarmos bem as 12 rodadas restantes.

FORZA PALESTRA

PODERIA TER SIDO PIOR, PENSE BEM…

Por: Vitor Vizzotto

Em meio a uma grande festa na Avenida Matarazzo, o time do Palmeiras chegava muito bem recepcionado. O clima tomava conta mais uma vez do entorno do estádio mais belo deste país e tudo parecia caminhar bem, para aquele que seria o jogo do ano.

Ao entrar no gramado vimos a torcida apaixonada ditando novamente a pulsação do estádio e fazendo pressão pra cima dos nossos adversários. Estava eu no setor superior, esperando com esperanças mais uma vitória em casa do verdão, mas não aconteceu.

Foi uma partida tomada de emoções e sentimentos, mas o futebol que ambas equipes poderiam apresentar, com todo o potencial observado ao longo do campeonato, ficou em casa.

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Foto: Cesar Greco

O Flamengo começou muito melhor, com uma jogada perigosa pela esquerda com Jorge, que por sinal, seria um bom nome para o Palmeiras estudar, já que o Zé em breve vai se aposentar. O mesmo Zé que não vêm tendo o mesmo folego e deixa muito a desejar, deixando a famosa avenida à disposição dos nossos oponentes.

O nosso elenco entrou muito afobado sim, como disse meu amigo Victor Chahin e isto era visível para quem tem o mínimo conhecimento de futebol. Achei que ao voltar para o segundo tempo, o Cuca iria organizar a mente dos atletas, principalmente a de Tchê Tchê. O volante/meia, não fez uma boa partida e concordo com outro camarada meu que ele ta merecendo um “chá” de banco. Isso na maioria das vezes funciona e creio eu que a gente não sai perdendo tanto, tendo boas peças de reposição pra mesma função.

A verdade é: quando Marcio Araújo (ou Caramujo, para os mais íntimos) foi expulso, o time inteiro do Palmeiras tomou a conhecida atitude de achar que tudo estava ganho. Uma lástima que é incompreensível por todos nós, mas que acontece quase sempre. Tomamos um gol ridículo, pelo lado esquerdo do campo que estava como nos filmes de ‘bang bang’, desértico. A lei do ex prevaleceu e Alan Patrik abriu o marcador.

O alviverde empatou com Gabriel Jesus que mostrou categoria, mas que perdeu um gol no final do primeiro tempo que era quase impossível de se perder. Com o tamanho enorme do gol o atacante tinha muitos jeitos de bater na bola, inclusive teve a chance de tocar para Roger Guedes que chegava na jogada.

O que eu gostaria de ressaltar por fim, foi a atuação de Mina e Dudu. Dois jogadores que brilhantemente ressuscitaram o time todo. E que Cuca não mexeu bem no time, mas teve sorte, porque Zé Ricardo também não fez nada de esplendido.

Enfim, nada saiu como realmente esperávamos, mas também, não foi um desastre completo, que poderia ter sido. Faltam 39 pontos para o campeonato acabar e tudo pode acontecer. O que o Palmeiras precisa é voltar com a consistência e o jogo sólido. E a oportunidade para isto pode vir no sábado, contra o nosso maior rival.

FORZA PALESTRA

UFC BRASILEIRÃO

Por: Vitor Vizzotto

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Foto: Cesar Greco

A porrada comeu solta ontem na arena do Grêmio. O Palmeiras estava sendo agredido claramente e teve gente com a pachorra de falar que os gaúchos eram superiores no jogo. Realmente eles não estavam vendo a mesma partida que o Brasil inteiro viu.

O verdão poderia ter ganho assim como o tricolor, mas esse jogo mais do que pegado terminou em 0 a 0, um placar meio favorável para o time paulista. Meio porque estávamos sentindo um gostinho de vitória, e favorável porque é um resultado louvável quando jogado no Olímpico que sempre testemunhou partidas efervescentes.

Cuca e cia fizeram bem o que era proposto, pra este jogo. Quase nada a declarar do time alviverde, somente o quesito finalização que ficou em aberto. De resto fizemos o arroz com feijão, mas tinha um sujeito de amarelo que tacou sal de mais no nosso prato. E é nele que eu queria chegar.

Uma péssima arbitragem e sem escrúpulo algum. Ao meu ver só o Marcelo Oliveira cometeu umas 6 faltas, sendo que duas delas eram pra cartão vermelho. Fora alguns outros jogadores tricolores que também não estavam dividindo a bola, mas sim batendo nos palmeirenses. Foi o espetáculo da violência assistida, porque o intermediador dela não estava querendo que ela cessasse, ele queria quebra pau.

E se não fosse a competência da nossa zaga e do nosso excelentíssimo goleiro, nós estaríamos na pior a essas horas e um dos cariocas estariam na liderança.

GABRIEL JESUS – DESGASTE

Óbvio, foi o que o Leo Bertozzi da ESPN falou: como que tem um jogo do campeonato brasileiro, um dia depois de um jogo data FIFA? Sim meus amigos palestrinos, é ridículo mesmo. Um dia após o Jesus ter servido a seleção, ele já estava em campo contra o São Paulo.

O clube e o Paulo Nobre fizeram o que tinha que ser feito. Ele tinha que jogar. Mas a questão que fica é: por que a CBF não adiou este jogo e manejou o calendário? Não é clubismo, mas acho que sempre nessas horas nós vemos quem sai prejudicado ou não, e nesse caso o Palmeiras e o atleta saíram danificados. Um time carioca do qual não sitarei o nome, mas que enfrentaremos na quarta-feira, saiu ileso e encostou no líder verde.

Quarta a justiça será feita. Com ou sem a arbitragem, eles não conseguirão nos derrotar, porque mesmo sendo punido pelo STJD e prejudicado em campo, nós lutaremos por esta taça.

FORZA PALESTRA

 

NA MINHA CASA MANDO EU

Por: Vitor Vizzotto

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Foto: Cesar Greco

Começamos bem a sequência da morte. Vencemos um clássico que a primeira vista parecia fácil, por conta do histórico e da posição do São Paulo na tabela. O tricolor do Morumbi jogou bem, há quem diga que foi a melhor partida deles no brasileirão deste ano, mas não foi o suficiente para parar o líder.

Dominamos o jogo, mas ainda sim ao longo da partida, não dava pra ter certeza que ganharíamos fácil. Alguns criticaram o Cuca pela escalação, mas acho que dentro do possível ele acertou. Na minha opinião acho que o Roger Guedes poderia ter começado no lugar do Allione, mas acho que a decisão do treinador deve ter sido embasada no que ele viu nos treinos e como ele avaliou cada atleta.

Evidente que Gabriel Jesus não ia entrar de titular, e acho que nem deveria mesmo. Depois de ter jogado a 22 horas antes pela seleção, o garoto poderia correr sérios riscos de lesão. E até que entrou bem no dérbi. Teve a chance de marcar duas vezes, só não fez por causa de Denis, que aliás, se não fosse pelo arqueiro do Morumbi era para o São Paulo ter levado uma goleada.

TÁTICA E DECISÃO

Cuca postou bem o atacante Dudu em campo e acho que do meio para frente o time lidou bem com o desgaste. Tchê Tchê e Moisés estavam visivelmente cansados, depois da metade do segundo tempo e acho que as alterações do nosso técnico fez com que ambos se polpassem de correr e se desgastar.

Acho que ele está fazendo um ótimo trabalho no comando técnico. Como disse um amigo meu: “Tem hora que time campeão não precisa dar show, precisa ser vencedor”. Sim, essa frase se aplicou ontem. O verdão não fez uma exímia atuação, mas teve a raça de um time campeão.

Agora teremos algumas pedreiras pela frente e creio que se passarmos ilesos, o ênea deixa cada vez mais de ser um sonho de 22 anos e se torna uma realidade.

FORZA PALESTRA