DA TRAGÉDIA À DECISÃO

Por: Vitor Vizzotto

18 de novembro de 2012, a data do segundo pior pesadelo da vida de um palmeirense. O nosso amado clube havia sido destroçado por uma sequência de más gestões e dívidas econômicas astronômicas. O Palmeiras caia para a segunda divisão pela segunda vez em sua rica história.

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Mas por que relembrar uma data horrenda neste momento em que o nosso time está a ponto de se sagrar campeão nacional? Pela razão e concentração que devemos colocar a cima de qualquer coisa neste momento. Devemos olhar para a história e reconhecer aqueles que reacenderam o espírito alviverde.

Isto não é um texto que faz propaganda do atual presidente do nosso clube e muito menos tem esta pretensão. A história nos mostrou um clube que saiu do século XX e ascendeu para o século XXI. 21 de janeiro de 2013 o presidente Paulo Nobre pegou um time jogado às traças e sim, “falhou” em 1 ano de gestão.

As perspectivas que rondavam o gigante de Palestra Itália eram as mesmas, péssimas. O time precisava se remodelar, se atualizar e se modernizar. Este era o discurso do advogado e trader da Bolsa de Valores eleito em 13. O por quê dele ter “falhado” em sua primeira gestão é o mesmo clichê futebolístico que conhecemos: não conseguiu os resultados no campo.

Claro, quase caímos pra série B pela terceira vez, mas pudemos ver que as coisas internamente, em termos políticos e econômicos no clube haviam mudado. O corte de verbas era necessário e a nossa dívida era imensa. Devíamos até pro Luxemburgo, que passou pelo comando técnico em 2008. Paulo Nobre quitou as dívidas e criou, junto à sua equipe, um projeto de marketing excepcional. Foi reeleito em 29 de novembro de 2014.

Ninguém pode apagar o fato de que o presidente alviverde injetou muita verba própria para tirar o Palmeiras daquela situação, mas me diga, que mal tem? O Palmeiras deve pra ele. Ok, isto é um ponto em que devemos nos aprofundar depois, mas que acho que não trará malefícios ao clube, até porque, não faz sentido um cara como ele vir com um discurso de amor tão intenso e querer ferrar a entidade depois.

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Surge o imponente programa de sócio torcedor, o Avanti. Que não, não é o melhor programa do mundo, tem muitos defeitos que eu concertaria e apontaria, mas que sem dúvidas, alavancou o clube em termos financeiros. Olhemos com olhos críticos e ponderados.

A partir daí, vieram os acordos e a construção do melhor estádio da América, se não do mundo. Isto e a reformulação de 2015, foram os pontos ápice que estimularam cada vez mais o torcedor a ir em todos os jogos e ser o fator mais importante nos estádios.

O verdão ainda sim tropeçou algumas vezes, como nas finais dos dois Paulistas de 15 e 16, mas sempre dava lapsos ao torcedor de que tudo caminhava para uma melhora.

No final de 15 conquistamos a Copa do Brasil. Contrariados e humilhados pela imprensa e pelo nosso rival, o Santos.

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Fomos para a Libertadores e acabamos desclassificados. Isso porque não estávamos com um elenco tão sólido no início de 16. Em 12 de março deste ano chegou o técnico Cuca, com a missão de ajustar o elenco. E fez.

Sim, tudo isso começou em 13 e não foi do nada. Tudo isso aconteceu em um processo, demorado e árduo. Pode não ter sido a caminhada perfeita que poderíamos ter feito, mas foi mais do que suficiente para reacordar um gigante adormecido.

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Foto: Cesar Greco

Chegamos até aqui, no campeonato que não somos campeões a 22 anos. Quem vos escreve tem 22 anos. Eu nasci com o bicampeonato brasileiro do verde, mas tive que “aguentar” a zuação dos rivais por toda a minha infância e adolescência. Aguentar entre aspas, porque quem não é palmeirense não sabe o sentimento que carregamos em nossos corações e almas. Nós nascemos vencedores e cheios de histórias. A família alviverde está em nosso sangue. Então, não precisamos aguentar, pois somos verdadeiros campeões. Quando ganhamos algo, é legítimo e ninguém nega isto.

Temos 70 pontos. Frutos de uma campanha muito boa e que pode ser a melhor, se ganharmos os próximos 4 jogos.

Amanhã é a decisão. Atlético Mineiro x Palmeiras, um clássico centenário e cheio de histórias. Este jogo poderá nos sagrar campeões brasileiros novamente, praticamente. Mas antes de tudo que poderá vir e do que está entalado em nossas gargantas ser expurgado para fora, tenhamos calma.

Nada está ganho. Temos que dar o sangue, como foi dado na final do ano passado. A alma e o sentimento deverão ser aqueles. Dia 17 de novembro de 2016 poderá virar uma data histórica.

Vamos PALMEIRAS! Estaremos com vocês jogadores! Nada poderá nos parar agora! Confiança e raça palestrina!

AI, AI, AI, AI…

TA CHEGANDO A HORA!

FORZA PALESTRA

O Futebol respira com a recepção no Aeroporto

Por: Victor Chahin

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Fecharam a Rua Palestra Itália, impediram que torcedores festejassem. O pré-jogo e pós na rua mais tradicional do futebol brasileiro morreu no dia em que se colocou uma grade entre o torcedor e o estádio.

A tradição é algo a se prezar no futebol. Torcida, amizade, bateria e bandeiras. Festa. Contudo, a felicidade de torcer está sendo reprimida. A Rua Palestra Itália não é mais a mesma.

A lógica dos responsáveis por esta palhaçada é um tanto quanto estranha. Por que fechar uma RUA, em que os torcedores de apenas uma torcida se concentram a mais de 100 anos? Tente entender, torcedor, não tem sentido deixar 3 mil palmeirenses entrarem dentro de um aeroporto, mas não deixar eles circularam livremente por uma rua. Parece que não são apenas os árbitros que são sem critérios, mas as autoridades também. Elas mostram o cartão vermelho para uma jogada, mas permitem a mesma jogada em outro lance.

A festa feita no aeroporto por nossa torcida ontem, foi uma das mais lindas do futebol brasileiro. Ontem, por volta dás 7 horas, Congonhas virou verde e branco, quem passava pelo local, em transito de viagem, tirava fotos.

Diferentemente do que muitos jornalistas falaram da boca pra fora, que a torcida no aeroporto “atrapalhou a vida de milhares de pessoas”. O primeiro ponto e o único é que os jogadores embarcaram por um local diferente do resto dos passageiros. Sem prejudicar o trânsito dos mesmos.

Ontem, às 19h, no aeroporto de Congonhas, o verdadeiro futebol apareceu. Ontem, a torcida deixou claro que o futebol nunca foi um esporte apenas de uma classe. O futebol é “dotado de força humana, nem sempre justa, nem sempre bela, mas toda vez notável, fulgurante”. (PORTELLA, Lance, 2016)

FORZA PALESTRA

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