BASTIDORES OCULTOS

Por: Vitor Vizzotto

O perigo de uma possível futura eleição da proprietária da Crefisa, Leila Pereira é algo eminente. Mas, há quem diga que existam facetas positivas para a candidatura da empresária.

Mais cedo, li no blog do PVC que o ex-presidente do Palmeiras, Mustafá Contursi, nomeou Leila como sócia do clube e que a inscrição dela como conselheira não continha nenhuma irregularidade (lembrando que para se tornar conselheiro, é preciso ser sócio a 8 anos). Só de lermos o nome de Mustafá no meio de qualquer coisa relacionada com o Palestra, já nos da calafrio. Portanto, para mim isto não cheira bem. Se há interesse do ex-mandatário alviverde na candidatura de Leila, é porque algo está muito errado.

Pra quem não se lembra, Contursi foi um dos maiores responsáveis pela a primeira queda do clube para a série B e para o início do milênio com os caixas no vermelho, coisa que se estendeu até o ano passado, quando o presidente ainda em exercício Paulo Nobre começou a deixar as contas no azul. Além disso, ele era completamente envolvido financeiramente com a principal organizada do clube, a Mancha Alvi Verde.

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Paulo Nobre à esquerda e Leila Pereira à direita.

Mas por que ela pode representar algum perigo a instituição, ao meu ver? Pelo simples fato dela ser dona de uma empresa que já estampa a camisa do clube, como patrocinadora master. Isso significa que se caso for eleita como conselheira ou até futuramente como presidente do clube, ela pode continuar estampando a sua marca e até impedir que outras marcas entrem com dinheiro no Palmeiras. Ou seja, a Crefisa toma conta da Sociedade Esportiva Palmeiras e quem sabe, podendo virar a ‘Sociedade Esportiva Crefisa‘.

A instituição em si, já é uma marca. Agora imaginem outra marca tomando conta de uma marca. Confuso não? Conflitos de interesses, dívidas e etc, podem surgir. Todo o trabalho e legado da gestão Nobre pode ir por água a baixo, já que um dirigente que afundou o clube no passado, faz conchavos com outras forças ocultas.

Em suma, para mim o Palmeiras tem que ser independente como já é.

FORZA PALESTRA

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TIVERAM QUE NOS ENGOLIR

Por: Vitor Vizzotto

A imprensa. Ok, muitas vezes pode parecer ‘mimimi’ por parte do palmeirense, mas desta vez estava claro que alguns de meus colegas jornalistas e não jornalistas que trabalham na imprensa brasileira, tiveram que engolir o eneacampeão e ainda por cima admitir esta façanha.

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FOTO: CESAR GRECO

E por que digo isto? Basta ver a ironia de Juca Kfouri ao entregar o prêmio de melhor técnico ao Cuca, na cerimônia da ESPN. O Juca é um cara muito legal e é um dos melhores comentaristas do país, na minha opinião, mas desta vez ele teve que ver o maior rival do time dele levantar a taça nove vezes e se sagrar o maior campeão da história da competição. Mas o Juca tem comprometimento com sua palavra e tem hombridade.

Outros jornalistas e mídias em geral tiveram que falar mais do que nunca do Palmeiras e acho que talvez, com a audiência que estamos dando, isso vai mudar. A briga agora vai ser: quem vai passar o jogo do campeão brasileiro.

Mas enfim, só gostaria de dizer isto e parabenizar o time que teve 24 vitórias, 80 pontos no total da competição, batendo um record com 70% de aproveitamento e que teve:

O melhor ataque com 62 gols, o maior saldo de gols com 30, a melhor defesa do campeonato e nenhum cartão vermelho.

PARABÉNS PALESTRA!

A GLÓRIA E AS INCERTEZAS

Por: Vitor Vizzotto

Realmente, faz algum tempo que não escrevo aqui, mais precisamente a uma semana. Senti muito a perda dos bravos guerreiros da Chapecoense na semana que passou. Fiz uma série de postagens na minha rede social particular, de como me senti tremendamente desolado com a perda destes jogadores. Foram heróis que me identifiquei em frações de segundos lá no Allianz Parque, que uniram as quatro torcidas organizadas de São Paulo que se odeiam e que propagaram a paz para o planeta além do mundo da bola.

Presto aqui mais uma homenagem a eles, com esta foto. Simbólica e auto-explicativa. Parabéns a Chape pelo campeonato e #ForçaChape.

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Mas vamos falar agora sobre o futuro da S.E Palmeiras.

Com o título do campeonato brasileiro deste ano, subimos ao topo do cenário futebolístico nacional, porém tivemos algumas perdas que nos trouxe uma série de incertezas. Primeiro com a saída de Jesus para o Manchester City, de Guardiola e cia. Não sabemos quem o substituirá ainda, mas temos algumas opções no mercado. Entre elas estão:

1) Carlos Tévez (Boca Juniors), que acho um pouco impossível; 2) Borja (Atl. Nacional), que tem um alto valor no mercado e acredito que não virá para nenhum time do Brasil. Além de ser mais caro do que o Gabriel; 3) Calleri (West Ham), ex-são paulino que gostaria de voltar ao Brasil, mas acho que não iria para o Palmeiras pela passagem recente no São Paulo; 4) Lucas Pratto (Atl. Mineiro), o nome que mais agrada a todos os palestrinos e que parece estar apalavrado com o alviverde.

Segundo, com a saída do técnico Cuca e seus auxiliáres, inclusive Alberto Valentim, que era cria do clube.

O técnico Cuca, da SE Palmeiras, durante treinamento, na Academia de Futebol.
Foto: Cesar Greco

Agora devemos coçar a cabeça mesmo, porque com a saída de um treinador muita coisa muda. Mas o que me conforta na escolha de Eduardo Baptista é que ele foi um técnico que fez uma ótima campanha com a Ponte Preta. Ao meu ver, ele não é o técnico ideal para este Palmeiras, mas já que foi praticamente anunciado, eu não o enxergo com maus olhos.

A macaca terminou o campeonato em décimo lugar e tinha alguns nomes que já passaram por aqui e não jogaram bem, como: Wellington Paulista e João Victor. Desculpem-me a brincadeira torcedores de Campinas, mas foi algo louvável.

Torço para que e o nosso novo comandante aplique todos os seus conhecimentos na beirada do campo. Bem vindo Eduardo.

FORZA PALESTRA