ATRITOS E TRATOS – UM NOVO PALMEIRAS

Por: Vitor Vizzotto

O Palmeiras mudou drasticamente de 2014 para cá. Os títulos que vieram foram frutos de uma nova concepção de gestão no futebol nacional, que vêm crescendo cada dia mais. A visão de que cartolas eram seres intransponíveis e que tinham os clubes como os seus brinquedos, caiu por terra em termos, pois a nova tendência é passar o máximo de transparência para o torcedor.

Na Sociedade Esportiva Palmeiras, tudo isso começou a mudar com a segunda queda para a série B, em 2012. No ano seguinte, o clube não tinha patrocínio master e eu enquanto torcedor, não me conformava com a situação. Até que chegou a Crefisa e o presidente ‘marajá’. A ‘bala’ investida no verdão transformou a entidade em um clube que tem padrão de primeiro mundo.

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Galliote à direita. Nobre à esquerda.

A gestão Nobre acabou e ele passou o bastão, deixando um superávit de R$89 milhões, mas com uma dívida de R$111 milhões. Surgiram polêmicas, já que o ex-mandatário não se dava bem com a WTorre, com a presidente da Crefisa e com a principal torcida organizada. Como tudo na sociedade, futebol também é política, mas isto não deveria afetar as coisas dentro de campo. E eu acho que não vai afetar.

A questão é: Galliote (novo presidente), rompeu com Paulo Nobre e o mesmo virou oposição dentro do clube. O por quê dessa ruptura foram as ações de Maurício. Ele se aproximou de Mustafá, permitiu que Leila se tornasse candidata a conselheira (e poderá ser eleita no dia 11 de fevereiro)  e começou a reaproximação com a principal organizada.

Ok, podem ser outros métodos de se governar o clube. Ele quer ser o cara ‘boa praça’, que se dá bem com todo mundo, mas eu enxergo isto como algo perigoso. Só é preciso cautela, porque uma empresa pode comandar o clube no futuro, e isso para mim, é inadmissível, como vocês já sabem.

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A Crefisa irá renovar com o Palmeiras em 15 dias. Eles nos pagam um valor em torno de R$78 milhões. Ótimo. Dinheiro no clube faz com que ele consiga bons jogadores e títulos, mas nem sempre. O que peço aqui é que a cúpula administrativa saiba gerir o verdão de maneira profissional, como já estavam fazendo. Este é mais um texto de desabafo e de atenção, do que de crítica a nova gestão.

Neste mês, o Palestra irá quitar uma parte da dívida com Nobre e o atual presidente frisou que essa quitação da dívida não tem haver com a ruptura.

O que importa agora é o clube continuar a andar no mesmo galope que vinha, ou seja, com mais títulos importantes. Um passo crucial foi dado: que foi manter o elenco. O que devemos fazer é dar moral para o novo comandante para que ele faça um bom trabalho.

Dia 5 do mês que vêm começa o nosso ano. Palmeiras x Botafogo de Ribeirão Preto. Nossa primeira prova de que este ano, também será nosso.

FORZA PALESTRA