UM TIME COM OUSADURA

Por: Marina Delamo

Jogos de Libertadores têm a característica natural de serem jogos mais pegados e catimbeiros. É sempre uma emoção à parte e um espetáculo de raça. A qualidade dos duelistas pouco importa, não precisa ser a nível UCL, o que vale é o suor que sempre é deixado em campo. Mas ontem, infelizmente, teve sangue também.

Libertadores não é violência e nunca será. Usem a figura do cachorro em campo correndo e driblando todo mundo e os olhares matadores de um rival para o outro, mas não usem a figura da violência. Porém, não crucifiquem uma atitude de legítima defesa.

Não é hipocrisia, tampouco clubismo. É o que foi feito e mostrado pro mundo. Uma atitude covarde e desumilde de um time com uma história que não precisa ser manchada da maneira que foi. Saber perder é mesmo louvável. De virada, em casa, em uma Libertadores, quase que uma dádiva.

Na minha cabeça nem um empate seria possível depois de um primeiro tempo pífio, sem criatividade e recuado. Uma virada só nos sonhos. Será que eu sonhei o segundo tempo inteiro?!

Era outro time em campo. Duas peças mudam o rumo de uma partida. Uma, em específico, mete um voleio com 3 minutos em campo e depois vira o jogo.

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Créditos: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

A postura da segunda etapa foi de um time aguerrido pela nossa maior obsessão, com “ousadura” suficiente pra mostrar que sabe pelo que está lutando, com um gingado colombiano que poderia, em definitivo, ter sido o verdadeiro tapa na cara de uruguaio.

Seguimos reafirmando que na força ninguém ganhará de nós. Seguimos batendo na mesa e dizendo que imprensa nenhuma tem poder sobre nós. Seguimos contra tudo e contra todos, até o apito final, Palmeiras!

FORZA PALESTRA

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VAMOS DOMINAR A SITUAÇÃO

Por: Vitor Vizzotto

Neste momento o que o elenco palestrino precisa é da calma dos anos 70. Da tranquilidade para saber que, como os elencos da era Parmalat, somos o maior campeão nacional, um time que tem a frieza de fazer um gol cara a cara e a grandeza como aliadas. Não devemos ter medo de nenhuma equipe, nem se ela chamar Real Madrid, Juventos, Bayern ou Barcelona.

Foto: Cesar Greco
Foto: Cesar Greco

A Ponte também tem tradição no cenário nacional, mas não tem o nosso tamanho. Vamos jogar em casa e não podemos deixar que os visitantes mandem aqui. Raça, determinação e espírito guerreiro, devem ser incorporados nos atletas que vestirem o manto sagrado no sábado.

Mas há um porém em tudo isso: acho que os atletas entraram com muita soberba e um salto de 2 metros de altura. Por isso perderam de 3 a 0. Borja tem que se acalmar e ser o mesmo da libertadores passada. Falta humildade e vontade de ganhar.

FORZA PALESTRA

PARA GANHAR A TAÇA!

Por: Marina Delamo

“Libertadores! Vamos jogar com raça os jogadores, para ganhar a taça Libertadores.”

Nenhuma outra canção nossa reverencia tanto uma competição. Aliás, bem mais que uma competição. Um sentimento com altas dosagens de adrenalina.

Os rivais compartilham do mesmo tipo sanguíneo. Com muito C9H13NO3 injetado. Mas é aquele tipo de injeção indolor, que nos é aplicada por vivermos e – quase morrermos – por aquilo que nasceu em nós sem pedir licença ou permissão.

Em um teste de emoção que vai da glória à tragédia, e todas as outras boas e más sensações em um misto, colocamos nossa sanidade em risco. Nossa garganta à prova de falhas vocais. Nosso coração à beira de um infarto do miocárdio.

Entre Willian driblando o goleiro e chutando na trave, Borja isolando a bola na linha penal, Dudu expulso de campo por catimba alheia e Fabiano virando, mais uma vez, heroi, aos 54 minutos do segundo tempo, cantamos, vibramos. Respiramos.

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Créditos: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Mas é aquele respiro que conta com a ajuda de desfibriladores, de choques em voltagens máximas. Ressuscitamos pois carregamos o verde da esperança e ela não é a última a morrer. Ela não morre. E nós também não. 1942 que o diga.

E aquela raça que cantamos, e que faz o Allianz parecer o Palestra, é repassada aos jogadores. Eles também querem a taça Libertadores. Eles também vivem essa emoção. Nossa maior obsessão.

Se for fácil, jamais será Palmeiras. Se for pior ou melhor que qualquer outro, jamais será Palmeiras. Tem que ser diferente. Tem que sentir o que sentimos. Tem que ter Palestra na alma e Palmeiras no coração.

Seguimos superando ceras e arbitragens não dignas de Libertadores, até o gol sair, até o apito final, até a vitória. Avanti Palestra! Scoppia che la vittoria è nostra!

FORZA PALESTRA

RUMO A SEMI!

Por: Marina Delamo

O Palmeiras voltou a enfrentar o Novorizontino nessa sexta-feira no Pacaembu e garantiu a primeira vaga na semi final do Campeonato Paulista.

Logo no início da partida percebemos o que se arrastou até o fim: o Palmeiras tinha completo domínio do jogo. Mas não era um domínio intenso, apenas soubemos controlar a primeira etapa com toda superioridade que nos cabia.

Ao contrário da partida anterior, conseguimos abafar o rápido contra-ataque deles. Mais uma vez Eduardo Baptista recuou Tchê Tchê e Zé Roberto, deixando nossa linha defensiva mais forte e preparada para eventuais disparadas do Novorizontino.

Aos 32, após algumas investidas, Willian viu uma sobra de bola do Tchê Tchê e fez o primeiro gol, alcançando a marca de artilheiro do time, com 5 gols.

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Créditos: César Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação

O segundo tempo seguiu com um ritmo mais forte e criativo. Aos 23, Michel Bastos entrou e na sua primeira participação rolou a bola para Guerra que tocou para Borja e viu o companheiro ampliar o placar.

Já no fim da partida, aos 43, e com a classificação em mãos, Dudu, em uma bela tabela com Alecsandro, matou o jogo, 3×0.

Rumo a semi-final do Campeonato Paulista, aguardamos o resultado de Santos x Ponte Preta, que acontecerá segunda-feira, para ser definido nosso adversário. Seremos campeões!

FORZA PALESTRA